
NO PARAÍSO
Que cansativo, este dia!
Um bom sono era o que me apetecia!
Lá fora, vai chovendo. É inverno.
Parece que o tempo parou. Que inferno!
Fechei os olhos, adormeci.
Por um momento, tudo esqueci.
Estou a dormir, descansada.
Mas de repente parece que acordo sentada.
Palmeiras altas e elegantes,
Ondas azuis e constantes,
Num dia de sol quente,
Em que estava contente.
Areia fina e branca.
Às vezes faz-me impressão, para ser franca.
Estava no paraíso.
Disto é que eu preciso!
Ponho os meus óculos de sol cor-de-laranja,
Que ficam bem com a minha franja,
Parece que tudo ficou dessa cor!
Alguém me explique o que aconteceu, por favor?!
À minha frente vi passar travessas.
Parecia que o mundo estava às avessas.
Com lagosta, sapateira,
Humm! Que bem cheira!
Tirei os óculos. Tudo desapareceu.
Mas o sol brilhava demais no céu.
Pus os meus óculos amarelos como o limão,
E logo à minha frente vi um violão.
Logo a segui uma orquestra
Que tinha na frente uma maestra.
De repente, tudo desapareceu e vieram cantores famosos.
Afirmo, já agora, que eram fabulosos!
Tudo desapareceu, mais uma vez.
Decidi embarcar para a experiência número três.
Tirei os meus óculos azuis como o mar,
Ninguém imagina o que fui encontrar!
Vi um corredor com portas,
Pequenas, grandes direitas e tortas.
Umas vermelhas como maçãs,
Outras castanhas como avelãs.
Abri a primeira, uma amarela.
Que me trouxe uma vista muito bela.
Mas fechei, com medo de me perder,
Ou com medo do que pudesse acontecer.
De seguida,
Uma porta muito comprida.
Lá dentro, padrões muito coloridos.
Fechei a porta, embora parecessem divertidos.
Curiosa, avancei.
Mais uma maçaneta rodei.
Mas o despertador tocou,
E com o sonho acabou.
Catarina C. Cebolais nº6 6ºAno, Turma I